Corredor morre durante prova em Recife

De Emy Santos, do portal NE10, Recife. Neste domingo (20), durante a 13ª Corrida das Pontes, em Recife, o diretor do Museu Militar do Forte do Brum, coronel Gilmar José Melo de Barros, de 54 anos, sofreu uma parada cardíaca quando se aproximava do quilômetro 5 da prova e não resistiu. O número de adeptos a corridas de rua cresce a cada dia, mas quando acontece um fato como o este, fica a pergunta: quais os riscos cardiológicos do exercício?  O cardiologista Edgar Pessoa de Mello alerta que as pessoas que praticam atividades físicas regulares devem estar mais atentas aos exames preventivos.

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Segundo o médico, é necessário que todos façam exames cardiovasculares anualmente, sendo possível diagnosticar a condição vascular de cada paciente, mesmo que se trate de pessoas que não praticam atividade física com frequência.
No caso da morte do diretor do Museu Militar do Forte do Brum, Edgar esclareceu que todo homem, a partir dos 45 anos, está em condição de risco cardiovascular e que isso não é, necessariamente, correlacionado à hereditariedade. Pode ter relação tanto com a condição cardiovascular quanto com miocardiopatia (doença do músculo), levando à morte súbita. Outro aspecto a ser avaliado é quanto a presença de placas de gorduras nas artérias.
A indicação é de que os atletas, principalmente os que fazem exercícios que exijam muito esforço, façam exames ergométricos (feitos em esteiras ou bicicletas que medem a frequência cardíaca e pressão arterial), exame citilográfico (avalia o fluxo sanguíneo nas artérias e possibilita detectar falhas na irrigação do músculo cardíaco), bem como tomografia das artérias. A partir desses exames, é possível identificar irregularidade cardíacas e iniciar o tratamento mais adequado.
Doenças crônicas como a diabetes e a hipertensão são grandes fatores de risco cardiovascular, então o cuidado deve ser redobrado. Fumantes também devem ter uma atenção especial.
Atletas que fizeram cirurgias cardíacas podem praticar exercícios que exigem mais esforço? O cardiologista diz que sim, mas com cuidado. “Desde que ele esteja apto após passar por reavaliações médicas que indiquem um bom condicionamento”, destaca.
FONTE: Portal NE10, de Recife

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