Corrida na mídia: Webrun e Destak falam sobre a maratona olímpica dos Jogos do Rio

Uma coincidência me fez preparar este post. Dando uma navegada na rede, encontro na Webrun.com.br uma reportagem sobre as chances dos brasileiros na maratona das Olimpíadas do Rio, em agosto, e na edição do jornal Destak de 29 de janeiro, que estava no balcão de uma loja de material de construção em Laranjeiras, uma entrevista com Marílson Gomes dos Santos, bicampeão da Maratona de Nova York, quinto colocado na Maratona de Londres-2012 e com índice para os Jogos do Rio, que após sua terceira olimpíada – em Pequim-2008, o brasiliense, de 38 anos, abandonou a prova – deve se aposentar das competições.

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Os brasileiros que devem representar o Brasil na maratona olímpica: Paulo Roberto de Paula (à esquerda, no alto), Marílson Gomes dos Santos, Adriana Aparecida da Silva, Solonei da Silva e Marily dos Santos

A seguir, o texto de Christina Volpe, da Webrun, que teve a colaboração do treinador Nelson Evêncio:

Saiba quais as chances do Brasil na Maratona

No atletismo de rua a tão conhecida maratona, onde os brasileiros poderão assistir a prova pelas ruas do Rio de Janeiro, é a competição onde temos mais chance de medalha na categoria masculina. Nomes conhecidos como Marílson Gomes, Paulo Roberto de Paula e Solonei da Silva são os favoritos para competirem pelo nosso país.

Marílson é o mais rápido, experiente e que tem melhores resultados entre os três nomes. Ele inclusive é o único brasileiro que possui os índices para os cinco e dez mil metros, que são 13min25 e 28min respectivamente, onde provavelmente não teremos atletas já que Marílson está focado apenas na maratona. O atleta que deve encerrar sua carreira após os Jogos Olímpicos e é a maior aposta de medalha do Brasil para os 42 quilômetros, possui uma história consagrada faltando apenas uma medalha olímpica, para coroar a carreira.

Paulo Roberto e Solonei são um pouco mais novos, porém tem vantagens na prova por correrem bem provas difíceis. O costume é que atletas de países favoritos como Quênia, Eritreia, Etiópia e Uganda corram melhor em locais com clima frio, como maratonas na Europa.

Um percurso como o das Olimpíadas do Rio de Janeiro, onde os atletas darão quatro voltas circulares de dez quilômetros, com largada em horário tarde e temperatura mais elevada não favorece os estrangeiros, aumentando assim as chances dos brasileiros.

Além disso, cada país só pode levar três representantes, diminuindo a competição de corredores do mesmo país. O Japão também costuma se destacar em competições olímpicas.

Na categoria feminina temos Adriana Aparecida da Silva e Marily dos Santos entre as possíveis representantes do Brasil, mas que não devem ter chances de medalhas já que o nível das estrangeiras é muito alto. A diferença de tempo chega a ser de oito minutos para as quenianas, japonesas e corredoras de outros países africanos.

Agora a entrevista com Marílson Gomes dos Santos feita por Wagner Eufrosino, do Destak:

Último desafio

Esperança de pódio nos Jogos Olímpicos do Rio, o maratonista Marílson Gomes da Silva se prepara para percorrer seus últimos quilômetros na vitoriosa carreira. Com 38 anos, o atleta pretende se despedir das competições após a Olimpíada. Em entrevista exclusiva ao Destak, Marílson contou como está sendo seu retorno após se recuperar de lesão que o afastou das provas em 2015, suas expectativas em relação aos Jogos, as vantagens de correr em casa e até do dia a dia com a mulher Juliana dos Santos, ouro no Pan de Toronto, mas que ainda busca índice olímpico.

No ano passado você conseguiu índice olímpico, mas depois se machucou e não competiu mais. Como está sua recuperação?

Em 2015 fiquei um tempo parado devido à lesão na panturrilha esquerda que tive em abril durante um treino. A maratona exige muito e acho que meu tempo de recuperação foi muito curto, além disso não tenho mais 18 ou 19 anos e o risco de lesão é maior. Mas agora já voltei a treinar e estou apto a competir. Devo fazer alguma prova de 10 km ou 15 km ou até uma meia maratona para voltar a sentir essa rotina da competição.

Em Londres-2012, você ficou em 5º lugar, próximo de subir ao pódio. Acredita que possa alcançar isso no Rio?

Quero melhorar essa posição e vou lutar para que isso aconteça. Na maratona pode haver surpresas e é um tipo de prova onde tudo pode acontecer. A primeira etapa é você saber que fez tudo que tinha que ser feito durante a preparação, depois tem que torcer para se sentir bem naquele dia. Mas o atleta sempre fica com receio de ocorrer algo.

Quais vantagens terá por disputar a Olimpíada no Rio?

Teremos algumas. Quando disputamos as competições nos outros países o fuso é diferente, o clima é diferente, a comida é diferente, agora tudo estará a nosso favor. Com certeza, teremos mais benefícios correndo em casa, além do carinho da torcida nas ruas.

E o calor carioca? Ajudará ou irá atrapalhar?

Quanto mais quente melhor, porque o nível da competição fica mais equilibrado. Vimos isso na maratona no Mundial de Atletismo, em Pequim.

Enquanto você se prepara para os Jogos, a Juliana [mulher de Marílson] busca índice olímpico. Como viveciam esse clima dentro de casa?

Nós dormimos e comemos atletismo. Falamos disso todos os dias e tento passar algumas coisas para ela. Ela vai disputar algumas provas e tentar alcançar o índice para disputar os Jogos.

Vocês também têm um filho que irá completar 5 anos. Já estão preparando um futuro atleta na familia?

O Miguel nos acompanha nos treino e agora mais que nunca porque está de férias. Ele vê a gente treinar e também gosta.

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