Incompetência causa tragédia na ciclovia da Niemeyer, no Rio

Perdi a conta de quantas vezes corri na ciclovia da Niemeyer. Hoje mesmo eu ia fazer meu treino ali, mas resolvi correr do Leblon para Copacabana, mas quando cheguei no Posto 6  decidi voltar e terminar os 12km na ciclovia. Quando estava quase chegando ao hotel Sheraton, encontrei os amigos Luis Fernando Palmeira Bastos e Ana Beatriz Medeiros Carvalho, que estavam voltando correndo de São Conrado e tinham me dito que a ciclovia, no início da subida para o Leblon, estava bastante molhada. Peguei carona com eles e voltei para o Leblon. Nesse momento, alguns quilômetros à frente, um pedaço de cerca de 50 metros da ciclovia desabava, matando até agora (noite de quinta-feira), pelos menos, duas pessoas. Triste realidade.

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Era um entusiasta da ciclovia. Para mim, era o melhor lugar para correr. A sensação de liberdade, como se estivesse flutuando sobre o mar, era algo indescritível.Mas hoje, tudo isso desabou. Como é que não previram no projeto os impactos das ondas em dia de ressacas? Como disse um especialista em riscos: por que nos dias de mar bravo e fortes ventos a ciclovia  não é fechada? Por que não fizeram um rigoroso teste antes de entregar a obra, que custou R$ 45 milhões? Foi preciso uma tragédia para descobrirmos o risco que corríamos passando por ali.

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Em fevereiro, durante um dos meus treinos ciclovia da Niemeyer

E agora? Terei coragem de passar por essa ciclovia novamente? Nunca tive um pensamento de que algo poderia dar errado ali. O temor de todos era com os assaltos. Mas o maior crime foi a irresponsabilidade das autoridades em querer entregar obras “para inglês” ver às vésperas das Olimpíadas. E como estará a ciclovia que está sendo construída entre São Conrado e a Barra da Tijuca? E as outras que estão espalhadas pela cidade que também ficarão como legado? Medo.

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