Espaço do atleta: os sonhos e as conquistas de Rosália Camargo na WTR, XCRun e XTerra

Quando montei minha programação pra 2016, eu sabia que os meses de junho e julho seriam puxados por conta das três competições com datas tão próximas. Mas, realmente, não imaginava que teria resultados tão expressivos!!

A WTR de Arraial do Cabo foi a primeira dessa série de provas. Ela aconteceu no dia 18 de junho e teve um desfecho que me fez repensar a postura na hora da largada. Nesses 21km, eu sai muito forte, já querendo disputar e chegar na frente do pelotão feminino. Como consequência acabei exagerando na intensidade e sofri muito para manter o ritmo do meio da prova em diante. Para piorar a situação … Tomei um tombo numa descida de paralelepípedo, e isso, de fato, acabou com a minha prova. O que me restou foi um terceiro lugar, tranquilidade para admirar a paisagem nos 6km que faltavam e o aprendizado… que logo tive chance de aplicar na prova seguinte… a XCRUN Itaipava.

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Rosália Camargo no WTR em Arraial do Cabo

Uma semana depois, no dia 25 de junho, eu estava em Itaipava largando pela primeira vez nos 50km da XCRun. Uma prova que, pelo que eu estudei, era tecnicamente difícil, e pelos tempos dos anos anteriores seria uma corrida longa. Ainda com muitas dores no joelho e na mão direita por causa do tombo em Arraial do Cabo, decidi não me desgastar muito no início da prova e, constantemente, repetia a mim mesma que queria “apenas terminar”. E assim foi. Na primeira metade da prova fiquei estudando a líder, observando… até que depois da segunda transição, aproximadamente no 25km, decidi atacar. Ultrapassei a primeira colocada e, dando o meu máximo, acelerei. E foi com muita disposição que segui até a chegada, concluindo a prova com um tempo de 6h24m . Excelente !!!

Nada como uma semana após a outra. Descanso… assim foi o intervalo de 15 dias entre a XCRun Itaipava e o XTerra Costa Verde, em Mangaratiba, no último sábado (9/7).

Correndo apenas para me deslocar de casa para o trabalho, eu consegui chegar na última competição de julho com o corpo inteiro e animada… super animada! O Xterra Costa Verde foi minha estreia nos 50km, em 2011, e, depois de três vitórias consecutivas, eu admito que tenho um carinho enorme por essa prova. Voltar a estar naquela largada era quase um sonho para mim. Assim como em Itaipava, eu comecei a corrida em ritmo lento, apenas observando a primeira colocada. Ela tinha uma tatuagem do UTMB na perna esquerda e aquele desenho era a única coisa que eu olhava quando não estava vendo o chão.

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Rosália Camargo no XC Run Itaipava

Lembranças… tantas memórias daquele percurso. Eu queria vencer de novo, queria sentir aquela emoção de entrar na cidade liderando, e esses pensamentos me deram força para acelerar. Só dependia de mim! E assim fui… correndo e fazendo força até cruzar a linha de chegada. Esses momentos são únicos e tão especiais que é difícil descrever o quanto significam. Hoje, sentada aqui no escritório, escrevendo esse texto, eu posso afirmar que vivo um sonho… e que essas semanas foram muito especiais e cheias de aprendizado… agora é hora de descansar!!”

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