Inscrição para loteria da Maratona de Nova York não será cobrada dos corredores durante três anos

A New York Road Runners (NYRR), responsável pela organização da Maratona de Nova York, concordou em deduzir o custo para os corredores que fizeram inscrição em sua loteria entre 2010 e 2015. O montante é de US$ 2,1 milhões, e cada corredor receberá entre U$S 1,25 e US$ 11, que será descontada da inscrição para quem conseguir das 50 mil vagas na maior e mais disputada maratona do mundo. Além disso, não cobrará mais pela inscrição na loteria de 2017 a 2020.

A decisão foi tomada após a ação movida por dois maratonistas americanos, Matthew Clark e Charles Konopa, que se inscreveram na edição deste ano da Maratona de Nova York, que acontece no dia 6 de novembro, e não tiveram sucesso no sorteio. Esta loteria oferece a oportunidade, depois de pagar US $ 11, de participar de um sorteio para se inscrever na Maratona de Nova York. Mais de 80% das pessoas que se inscrevem na loteria não consegue uma vaga. Eles argumentaram que a loteria era ilegal e, originalmente, pediram que a organização devolvesse a todos os corredores que se inscreveram na loteria nos últimos seis anos, o dobro do valor pago. Esse total seria de US$ 10 milhões.

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Corredores da Maratona de Nova York atravessam a Ponte de Verrazano-Narrows

A NYRR concordou e, além de devolver US$ 2,1 milhões, não vai cobrar durante três anos as inscrições na loteria, assumindo um custo de US$ 3,1 milhões. Além disso, a organizadora vai doar US$ 100 mil para a New York City Parks Foundation e pagar US$ 670 mil de taxas legais. “Chegamos a um acordo sobre a renda da loteria da maratona para satisfazer todas as partes”, disse Chris Weiller, um porta-voz da NYRR.

O processo contra Road Runners se baseou em um caso semelhante que foi feito contra os responsáveis pelo Mundial de Ironman, no Havaí. O governo de Tampa, na Flórida, onde a ação foi movida no início deste ano, alegou que os atletas foram cobrados ilegalmente (US$ 50) para entrar no sorteio para conseguir um lugar na competição.

“O Ironman poderia ter dado oportunidade para os atletas de competir na prova”, disse em nota o advogado do autor, “mas ele quebrou a lei através da cobrança para que os atletas tivessem a chance de competir”.  A ação foi encerrada quando os organizadores do Mundial de Triathlon concordaram em pagar US$ 2,7 milhões para o governo.

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