Catarinense Igor Amorelli disputa o Mundial de Ironman, em Kona, no Havaí, neste sábado (8/9)

O catarinense Igor Amorelli disputa neste sábado (8/9), com largada às 15h (de Brasília), seu quatro Mundial de Ironman, em Kona, no Havaí. Para estar na edição deste ano da principal prova de triatlhon do mundo, Amorelli teve que superar uma séria lesão. Durante os treinamentos para o Ironman Brasil, em março, ele sofreu uma queda enquanto pedalava e acabou quebrando o braço. Foram necessários dois meses de recuperação até o retorno às competições. Com pouco tempo para buscar os pontos necessários para Kona, Igor enfrentou uma verdadeira maratona de provas.

“Esse ano foi bem diferente. Eu tive uma lesão no começo da temporada e fui voltando aos poucos. A vaga veio na segunda chamada, bem no limite. Deu tudo certo e acho que isso foi o mais importante. A queda aconteceu, mas não deu tempo de ficar lamentando, o que a gente fez foi trabalhar muito para chegar mais uma vez a Kona e no final deu certo”, comenta Igor.

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Classificado para o principal evento da temporada, Igor chegou ao Havaí com duas semanas de antecedência para se ambientar bem ao percurso. Apesar de já conhecer as dificuldades da prova em Kona, o atleta aproveitou os dias para trabalhar pontos específicos da prova.

“Na primeira semana nós fizemos treinos bem fortes, especialmente nos trechos de Hawi (ciclismo) e Energy Lab (corrida). Esses dois pontos são fundamentais e era bem importante estar ambientado com eles. Já nesses últimos dias a gente buscou descansar um pouco mais e deixar tudo pronto para o dia da prova. Kona é uma prova muito dura e é preciso estar bem descansado, além de estar muito bem preparado psicologicamente”, avalia Igor, que terá pela frente 3.9km de natação, 180km de ciclismo e 42km de corrida.

Diferentemente dos últimos dois anos, quando conquistou a vaga com antecedência, a temporada de 2016 não foi a que Igor havia planejado. O ano começou bem, com um quinto lugar no Ironman 70.3 de Pucon, no Chile, em janeiro. Por causa do braço fraturado em março, seu calendário de competições precisou ser alterado, e a disputa por pontos no ranking mundial ficou ainda mais apertada para Igor. O triatleta até largou no Ironman Brasil, mas acabou abandonando a prova durante o ciclismo. A decisão já havia sido pensada, mas serviu para o catarinense voltar a sentir o ritmo de provas. Após Florianópolis, um quarto lugar no 70.3 da Itália dava novas chances de uma possível vaga.

Em Frankfurt, pelo Campeonato Europeu de Ironman, Igor não conseguiu encaixar sua melhor prova e acabou na 17ª posição. Dessa maneira, tudo seria definido em três provas, todas realizadas no período de um mês. A primeira delas, na Holanda, foi a mais importante. A vitória no Ironman, realizado em Maastricht, rendeu dois mil pontos no ranking, o que praticamente asseguraram a vaga. Depois disso, Amorelli disputou mais uma prova de 70.3 na Alemanha e confirmou a vaga com um quinto lugar no Ironman Copenhaguen (Dinamarca), já no final de agosto.

A primeira participação do catarinense por Kona foi a que lhe rendeu o melhor resultado até hoje: 13º lugar em 8h34m59s, sendo que esse é o melhor tempo já obtido por um brasileiro no evento.

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O Ironman World Championship começa com a largada da natação na praia de Dig Me Beach, no píer de Kailua. O percurso de quase 3.900 metros é feito em ida e volta ao longo da baía de Kailua. Após a primeira transição os triatletas partem para os 180km de ciclismo, que começa na Kwakini Highway, uma das principais vias locais, e segue até a subida da Palani Road. De lá os triatletas acessam a Queen K Highway. O retorno do ciclismo, feito também em apenas uma volta, marca um dos momentos de maior dificuldade da competição: a subida de Hawi. Localizado ao noroeste, no meio do Oceano Pacífico, o local exige ao extremo dos competidores, com rajadas de ventos que podem chegar aos 90km/h.

Encerrado o ciclismo, os atletas encaram 42km da Maratona. Os 16km iniciais são realizados na Alií Drive que dá acesso, novamente, a subida da Palani Road que dá acesso a Queen K Highway. O retorno é feito no Energy Lab, com os atletas seguindo para Palani Road e depois a reta final na Ali´i Drive.

“O meu melhor resultado em Kona foi em 2013. Já em 2014 e 2015 eu não fui muito bem. Acredito que não tenha treinado como deveria, foi uma dinâmica um pouco diferente. Esse ano fiz tudo que estava ao meu alcance para conseguir a vaga e agora é ir para a prova. Sempre entro para brigar, quero estar entre os melhores e para isso é preciso arriscar. Corrigi o que tinha para ser corrigir e agora é esperar para acordar em um bom dia que vai dar tudo certo”.

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