Espaço do Atleta: Como a XC Run Búzios se transformou em prazer para Monique Lopes

Comecei a correr a XC Run Búzios, minha primeira prova de cross trail, em 2012, no mesmo ano que corri minha primeira meia maratona no asfalto. Lembro até hoje da sensação de correr 21km e, para mim, aquilo era uma enorme conquista. Daí, quando começaram as inscrições do XC Run Búzios, fiquei tentada a participar, afinal eu já tinha conseguido completar a tão temida distância.

Mesmo com a possibilidade de começar com calma e correr uma distância menor, nem cogitei fazer 10,5km. No ano anterior, havia ficado encantada com as fotos dos amigos que haviam completado os 21km. Lembro de ficar olhando cada álbum, os tênis de trilha e roupas sujas de lama, a chegada na Rua das Pedras, os depoimentos e pensei:

“Eu preciso disso! Ano que vem eu vou!”.

E foi esse o divisor de águas nas minhas escolhas de provas. Porque essa prova foi, sem dúvida nenhuma, a melhor prova que eu já havia participado. Eu não senti os quilômetros passarem e, quando percebi, estava na transição dos 21km, pronta para entregar a tarefa ao meu marido, que era minha dupla.

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Desde então me tornei fã incondicional. Foram três anos seguidos correndo 21km, no primeiro, os trechos 1 e 2, no segundo o 3 e 4 (aí eu gamei mais ainda. Muito amor por esses trechos) e no terceiro, novamente os trechos 1 e 2 (para comparar com o primeiro ano e tentar baixar meu tempo). Eu havia acabado de completar minha primeira maratona, que foi no asfalto, e não curti a experiência. Deixei bem claro para mim mesma e para meus amigos que aquela distância não era para mim e que não a faria novamente. Mas como a vida é uma caixinha de surpresas, uma amiga havia decidido fazer, em 2014, a XC Run solo. Ao observar a tranqüilidade com que ela passava por cada transição e sua chegada emocionante, decidi que era minha vez e que não custava tentar.

 

No ano passado, lá estava eu, nervosa até o fio de cabelo! Eu havia treinado horrores, estava mais magra, mudei minha alimentação e passei a ter um estilo de vida mais saudável, o que fez muita diferença na minha forma de correr. Só que mesmo assim, eu não me sentia preparada, o que acabou sendo bom. Foi esse medo que permitiu que eu corresse de forma consciente, mesmo em alguns momentos em que eu poderia ter dado mais. Fomos juntos, eu, meu marido e uma grande amiga que, agora em 2016, completou a maratona comigo, NOVAMENTE. Bom, acho que esse novamente já responde a pergunta “se eu gostei de correr solo” não é? VICIEI!” Não é nada comparado com uma maratona de asfalto. É mais difícil? Sim, com certeza! Mas é tão prazerosa que o sofrimento é compensado a cada transição. E que delícia é receber o apoio dos amigos de equipe, daqueles que viram você treinar, que compartilham dos seus medos, e que te incentivam até nos últimos metros!

Ano que vem solo? Com certeza! E como direito a baixar o tempo! Mas se não der não tem problema porque, independentemente do tempo que você leve para completar a corrida ou da distância que escolher, na chegada o sentimento é sempre o mesmo: FELICIDADE PLENA!”

Monique Lopes

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