Lista: As curiosidades da tradicional Corrida da São Silvestre, que chega a sua 92ª edição neste sábado

Acontece no próximo sábado (31/12), a 92ª edição da Corrida de São Silvestre, uma das mais tradicionais provas de rua do Brasil. A seguir algumas curiosidades sobre a corrida que deve reunir mais de 30 mil corredores nas ruas da capital paulista.

  • A ideia de criar a Corrida de São Silvestre foi do jornalista paulista Cásper Líbero. No dia 31 de dezembro de 1924, ele assistiu a uma prova em Paris, com os corredores largando à noite carregando tochas. O objetivo de Cásper Líbero em realizar a prova em São Paulo era promover o jornal “A Gazeta”, de sua propriedade.  O êxito das Voltas de São Paulo (1918) e de Piracicaba (1919), além de outras competições do início do século XX, também inspiraram o criador da prova.
  • A primeira edição da prova que se tornaria uma das mais concorridas do Brasil aconteceu no dia 31 de dezembro (dia do santo) de 1925, com largada à meia-noite. O primeiro campeão foi o jogador de futebol  Alfredo Gomes, que completou os 8,8km em 33m21s. Naquela edição, sessenta pessoas se inscreveram, mas apenas 48 largaram. Desses, apenas 37 foram oficialmente classificadas, pois o regulamento da época exigia que todos os corredores cruzassem a linha de chegada em no máximo 3 minutos após a chegada do vencedor.
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Primeiro campeão da Corrida de São Silvestre, em 1925, Alfredo Gomes acende a pira da corrida, em 1957
  • Quando recebeu o convite da diretoria do Clube Regatas Tietê para participar da São Silvestre, Jorge Mancebo ficou em dúvida entre disputar a corrida ou passar o Réveillon com a família. Ele optou pela competição e, na segunda edição da prova, chegou na frente e faturou o título.
  • A São Silvestre nunca foi interrompida, nem em 1932, ano da Revolução Constitucionalista, quando São Paulo se rebelou contra o governo de Getúlio Vargas, nem mesmo durante a Segunda Guerra Mundial.
  • Vicente De Marco, em 1945, um pioneiro das irradiações esportivas volantes, foi quem disse que era possível realizar transmissões ao vivo. Três anos mais tarde, a Rádio Gazeta, após adquirir um equipamento moderno de frequência modulada, realizou a transmissão via rádio, um marco para a comunicação esportiva brasileira.
  • Com milhares de atletas desejando participar da prova, se tornou necessário limitar o número de inscrições. Em 1948, a organização passou a realizar preliminares por todo o Brasil. Cada estado tinha o direito de enviar o primeiro colocado dessa fase. São Paulo tinha o direito de selecionar 250 corredores. Provas seletivas eram feitas pelas cidades do interior do estado. Os vencedores vinham para a capital e participavam da grande final juntamente com os atletas paulistanos. O restante dos competidores eram estrangeiros que participavam de seletivas em seus países ou recebiam convite da organização, que se dava ao direito de convidar integrantes de empresas patrocinadoras e funcionários de órgãos públicos que estavam envolvidos com o evento.
  • A São Silvestre teve duas fases. A primeira, chamada de nacional, foi até 1944, e a segunda, de internacional, começou em 1945, quando corredores do Uruguai e do Chile foram convidados para participarem.
  • Durante a fase nacional, o italiano Heitor Blasi foi o único estrangeiro a vencer, em 1927 e 1929.
  • Na fase nacional, os brasileiros que mais venceram a São Silvestre foram Nestro Gomes (1932, 1933 e 1935),  Joaquim Gonçalves da Silva (1942, 1943 e 1944) e Mário de Oliveira foi bicampeão, em 1936 e 1937.
  • Na fase nacional, as distâncais da São Silvestre variaram entre 5,5km e 8,8km.
  • Na fase internacional, o brasileiro Sebastião A. Monteiro foi campeão 1945 e 1946. Depois, o Brasil ficou sem títulos durante 36 anos, quando, em 1980, José João da Silva vence os 8,9km em 23m40s30, repetindo o feito em 1985.
  • O primeiro estrangeiro a vencer foi o uruguaio Oscar Moreira, que completou os 7km da prova em 21m45s, em 1947.
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A lenda Emil Zatopek no alto do pódio da São Silvestre, prova que venceu em 1953
  • Entre os campeões estrangeiros, o principal destaque foi o lendário tcheco Emil Zatopek, a Locomotiva Humana, (único atleta a vencer numa mesma Olimpíada, a de Helsinque, em 1952, os 5.000m, os 10.000m e a maratona), que, em 1953, venceu os 7,3km da São Silvestre paulista em 20m30s. Somente após a participação de Zatopek, a São Silvestre ganhou realmente status de prova internacional. Cerca de 800 mil pessoas saíram às ruas para ver o grande atleta olímpico correr.
  • Na fase internacional, as distâncias também sofreram alterações, variando de 7km a 15km, distância que permanece desde 1991.
  • O maior vencedor estrangeiro foi o queniano Paul Tergat, que subiu ao alto do pódio por cinco vezes (1995, 1996, 1998, 1999 e 2000). Com quatro títulos estão o belga Gaston Roelants (1964, 1965, 1967 e 1968), o colombiano Victor Mora (1972, 1973, 1975 e 1981) e o equatoriano Rolando Vera (1986, 1987, 1988 e 1989). Com três conquistas estão o argentino Osvaldo Suarez (1958, 1959 e 1960) e o queniano Robert Kipkoech Cheruiyot (2002, 2004 e 2007).
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O queniano Paul Tergat é o maior vencedor da Corrida de São Silvestre, com cinco conquistas (1995, 1996, 1998, 1999 e 2000)
  • Após as vitórias de José João da Silva, o Brasil foi campeão em mais nove vezes, com Marílson Gomes dos Santos sendo o maior vencedor, com três títulos (2003, 2005 e 2010). Os outros brasileiros foram João da Mata (1983), Ronaldo da Costa (1994), Émerson Iser Bem (1997) e Franck Caldeira (2006).
  • O recorde da São Silvestre pertence a Paul Tergat, com 43m12s, em 1995.
  • Entre os países, o maior vencedor é o Quênia, com 15 títulos, seguido por Bélgica e Colômbia, com seis conquistas cada. O Brasil, contando a fase nacional, tem 47 vitórias.
  • Até 1988, a São Silvestre acontecia à noite, largando às 23h30m. Em 1989, para cumprir as determinações da Federação Internacional de Atletismo, o horário da largada mudou para às 15h para mulheres e às 17h para homens. E passou a ser oficialmente reconhecida e incluída no calendário internacional da Federação. Em 2014, o horário da largada muda para as 9h.
  • As provas femininas entram no programa da São Silvestre em 1975, quando as Nações Unidas declararam que aquele ano seria o Ano Internacional da Mulher.  O evento feminino começou já com livre participação internacional, e a primeira vitória foi da alemã Christa Valensieck, que foi bicampeã em 1976. Foram inscritas 17 mulheres, largaram 14 e 12 terminaram o percurso.
A portuguesa Rosa Mota, vencedora da São Silvestre por seis vezes. Foto da Gazeta Press (Foto: Arquivo)
A portuguesa Rosa Mota, vencedora da São Silvestre por seis vezes. Foto da Gazeta Press
  • Nas 38 edições da prova feminina da São Silvestre, a maior vencedora é a portuguesa Rosa Mota, com seis títulos (de 1981 a 1986). Nesses anos, a distância do percurso variou entre 8,9km e 13km.
  • A primeira brasileira a vencer foi Carmem Oliveira, em 1995. Além dela, foram campeãs Roseli Machado (1996), Maria Zeferina Baldaia (2001), Marizete de Paula Rezende (2002) e Lucélia Peres (2006).
  • O recorde da prova feminina foi conseguido em 2014, com a etíope Ymer Ayalew, com 50m43s. Ela é tricampeã da prova (2008/2014 e 2015).
  • No feminino, o país com mais vitórias é o Quênia, com dez títulos (nenhuma corredora queniana conseguiu mais de uma conquista na São Silvestre). Depois vem Portugal, com sete, e o Brasil, com cinco.
  • Em 2010, com o crescimento da prova e a realização da festa do réveillon na Avenida Paulista, mesmo lugar da largada da São Silvestre, os organizadores entregam as medalhas de conclusão junto com o kit da corrida, o que causou uma imensa revolta nos participantes.
  • Em 2011, as medalhas voltam a ser entregues após a linha de chegada da São Silvestre, que, no entanto, mudou para o Parque do Ibirapuera.
  • Em 2014, prova volta a ter a chegada na Avenida Paulista,
  • Em 1993, realizou-se a primeira prova infantil da São Silvestre, para crianças de ambos os sexos, sendo chamada de São Silvestrinha.

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