Primeira brasileira maratonista olímpica, Eleonora Mendonça lança instituto para preservar, planejar ações e pensar o atletismo brasileiro

Com o  objetivo é preservar a história do atletismo brasileiro, traçar estratégias para incentivar um dos principais esportes olímpicos e pensar no seu futuro, criando ações que desenvolvam a modalidade, a ex-atleta olímpica Eleonora Mendonça lança um instituto que leva seu nome, nesta terça-feira (24/1), às 19h30m, no hotel Mar Palace, em Copacabana.
Pioneira, Eleonora fez história em sua carreira como maratonista e empresária. No final dos anos 1970, assumiu a presidência o Comitê Internacional de Corredores e, entre suas ações, processou o Comitê Olímpico Internacional (COI), a Federação Internacional de Atletismo (IAAF), o Comitê Organizador das Olimpíadas de Los Angeles (1984) e seus presidentes  por discriminação de gênero, já que até as Olimpíadas de Moscou (1980), só os homens disputavam a maratona olímpica. Com a aprovação da realização da prova feminina nos Jogos de 1984, Eleonora foi a primeira brasileira a disputar os 42km em uma Olimpíada.
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Paralelamente à sua vida de atleta, Eleonora criou a Printer, primeira empresa organizadora de corridas de rua do Brasil,  que, em 1978, promoveu a Corrida de Copacabana, de 8km, e, no ano seguinte, a primeira maratona, também no Rio de Janeiro.
Para marcar o lançamento do Instituto Eleonora Mendonça, será feita uma homenagem às  10 atletas brasileiras que fizeram parte do movimento de luta pela igualdade das  mulheres nos Jogos Olímpicos.
“Estou bastante entusiasmada com o trabalho que temos no Instituto Eleonora na área do esporte, da cultura e do social. Um dos nossos objetivos é resgatar, preservar e divulgar os registros históricos esportivos como também organizar eventos esportivos, culturais e sociais.  Visamos o individuo e a sociedade como um todo.   Juntamente com uma equipe dinâmica, vou trabalhar com a mesma dedicação que tinha em meu tempo de atleta, a mesma visão de empresária e a mesma determinação na defesa do atleta e do esporte”,  afirma Eleonora.

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