Os quenianos Daneil Kiprotich e Caroline Kimosop venceram, neste domingo (19/2), a 11ª Meia Maratona Internacional de São Paulo.  Daniel completou os 21.097 com o tempo de 1h04m56s, com o brasileiro Giovani dos Santos, bicampeão da prova, ficando em segundo, com 1h05m27s. Já Caroline fez o tempo de 1h18m29, seguida pela brasileira Adriana Aparecida da Silva, com 1h19m07s. Cerca de 10 mil atletas participaram do evento, que largou e chegou na Praça Charles Miller, no Pacaembu, e que ainda teve a distância de 5km.

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O queniano Daniel Kiprotich comemora sua vitrola na Meia Maratona Internacional de São Paulo. Foto de Léo Shibuya/MBraga Comunicação

Em um domingo de céu azul e temperatura elevada em São Paulo, a Meia Maratona Internacional de São Paulo exigiu bastante dos corredores, em sua maioria ainda no trabalho de base para a temporada. No masculino, que tinha como destaque o mineiro Giovani dos Santos na busca pelo terceiro título, o queniano Daniel Kiprotich estragou a festa nacional. Os dois atletas brigaram pela ponta até o km 17, quando o brasileiro não conseguiu manter o ritmo.

“Minha primeira vez no Brasil e gostei muito. Consegui manter um bom ritmo e segurar até o final, apesar do forte calor. Espero voltar no ano que vem e tentar mais um resultado positivo”, ressaltou Daniel, que chegou a São Paulo na quinta-feira. Com bons resultados para os 10km e Meia Maratona, Daniel conseguiu a quinta vitória estrangeira na disputa, que ainda tem domínio brasileiro, com seis conquistas.

Giovani dos Santos gostou do resultado neste domingo:

“Foi melhor do que esperava, na verdade. Estou no trabalho de base e com 80% do meu preparo adequado. Por isso, conseguir andar no ritmo forte deles não foi fácil. Estou feliz sim. Agora é dar sequência ao trabalho para as demais competições do ano, que está apenas começando”.

A vitória de Caroline Kimosop no feminino foi parecida com a de seu compatriota no masculino. Ela se manteve na ponta e, no final, arrancou para garantir o primeiro lugar.

“A corrida foi muito boa. Gostei do percurso, mas acabei sentindo o forte calor. Felizmente, deu tudo certo para mim”, afirmou a campeã, que no ano passado fez 1h11m45s na Meia Maratona de Porto Alegre.

Adriana Aparecida da Silva, vice-campeã, também comemorou:

“Esse resultado foi importante e estou muito feliz. Estamos numa fase de treinamento fazendo muita força. Sofrendo muito com o peso e parece que estou carregando um peso que não é meu. Precisava correr esta prova, porque ela é dura, com muitas subidas, e tem tudo o que estou treinando. Estou contente porque fui melhor do que esperava”.

A organização também comemorou o sucesso das dinâmicas utilizadas para tentar coibir a presença de pipocas. O controle de acesso e todo o trabalho de comunicação feito nos últimos dias surtiram efeito.

“Nossa campanha de conscientização deu certo. Tivemos uma prova controlada, com poucos pipocas na largada e no percurso. O objetivo foi alcançado e estamos bastante felizes com o apoio dos corredores que se inscreveram. Agora é seguir nesse trabalho até a última prova do ano”, afirmou Thadeus Kassabian, diretor da Yescom.

Kassabian destaca a redução no número de pipocas na prova, a primeira da Yescom a usar medidas de contenção de corredores que se aproveitam da estrutura da prova, como água isotônico e até medalha, prejudicando aqueles atletas que pagaram para correr.

“Tivemos uma redução de 30%, na edição de 2016, para apenas 3% neste ano. São atletas que ainda insistem em desrespeitar os pagantes e o regulamento. Dez atletas conseguiram pular as grades e burlar os monitores, mas que foram retirados pela organização. No percurso, por exemplo, não houve problema com água e isotônico ao longo dos oito postos de hidratação, que atendeu suficientemente todos os inscritos que pagaram. Já na chegada, os poucos que tentaram seguir foram retirados pela triagem da organização. Vamos abriras  inscrições para a edição 2018 nos próximos dias, com preços mais acessíveis”, disse o diretor da Yescom.

Resultados

Masculino: 1) Daniel Kiprotich (QUE), em 1h04m56s; 2) Giovani dos Santos (BRA), em 1h05m27s; 3) Éderson Pereira (BRA), em 1h05m31s; 4) Getu Mideksa (ETH), em 1h05m58s; e 5) Daniel Chaves (BRA), em 1h06m12s.

Feminino: 1) Caroline Kimosop (QUE), em 1h18m29s; 2) Adriana Aparecida da Silva (BRA), em 1h19m07s; 3) Andréia Hessel (BRA), em 1h19m16s; 4) Gabriela Rocha (BRA), em 1h19m25s; e 5) Carmen Aguilera (PAR), em 1h20m07s.

Cadeirantes – Masculino: 1) Leonardo de Melo (BRA), em 57m38s; 2) Heitor dos Santos (BRA), em 1h02m25s; e 3) Carlos Pierre de Jesus (BRA), em 1h04m24s. Feminino: 1) Maria de Fátima Chaves (BRA), em 1h07m42s; e 2) Vanessa Cristina de Souza (BRA), em 1h10m06s.

Campeões

Masculino
2017 – Daniel Kiprotich (QUE), 1h04m56s;
2016 – Giovani dos Santos (BRA), 1h06m21s;
2015 – Solonei Rocha da Silva (BRA) 1h04m36s;
2014 – Stanley Koech (QUE), 1h03m52s;
2013 – Giovani dos Santos (BRA), 1h03m37s;
2012 – Joseph Aperumoi (QUE), 1h01m38s (recorde da prova);
2011 – Marilson Gomes dos Santos (BRA), 1h03m10s;
2010 – Giomar Pereira da Silva (BRA), 1h04m31s;
2009 – Damião Ancelmo (BRA), 1h05m18s;
2008 – Kipromo Mutai (QUE), 1h04m02s; e
2007 – Mathew Cheboi (QUE), 1h06m15s.

Feminino

2017 – Caroline Kimosop (QUE), 1h18m29s;
2016 – Sylvia Kibiego (QUE), 1h18m03s;
2015 – Joziane Cardoso (BRA), 1h17m45s;
2014 – Joziane Cardoso (BRA), 1h17m29s;
2013 – Sara Makera (TAN), 1h13m19s;
2012 – Pasalia Chepkorir (QUE), 1h12m29s (recorde da prova);
2011 – Agnes Jepkosgei Cheserek (QUE), 1h16m21s;
2010 – Rumokol Elisabeth Chepkanan (QUE), 1h14m35s;
2009 – Angelina Mutuka (QUE), 1h14m14s;
2008 – Eunice Kirwa (QUE), 1h15m08s; e
2007 – Ednalva Laureano (BRA), 1h15m13s.