Eu na pista: A deliciosa loucura de ter corrido pela segunda vez a Mizuno Uphill Marathon, em 2014

Numa das últimas das 284 curvas da Serra do Rio do Rastro, na segunda edição da Mizuno Uphill Marathon, me peguei imaginando a felicidade de Bernardo Fonseca, o cara que, junto com sua equipe da X3M Brasil, criou a primeira maratona de subida do Brasil, em Santa Catarina. Vencedor da Ultramaratona e Maratona da Antártica, ele é conhecido por gostar de aventuras ao extremo. A prova daquele domingo (19/10) estava ao seu gosto, com um ingrediente que dificultou em muito a vida dos 300 corredores inscritos: ventos fortes, que em determinados momentos, causados por um ciclone extratropical, chegavam a 100km/h, arrastando banheiros químicos e derrubando patrulheiros em suas motos.

Largada da Mizuno Uphill Marathon de 2014
Na largada da Mizuno Uphill Marathon (à direita, de capa plástica)

 

Ao contrário da primeira edição no ano passado, que fiz na cara e na coragem, acreditando que a experiência de outras maratonas valeria  algo, mas foi puro engano.

 

 

Pelo caminho da Uphill de 2014
Nos primeiros quilômetros da Mizuno Uphill Marathon

Como desta  vez não queria repetir o erro de 2013, treinei muito. Gastei a sola do meu tênis em rodagens que chegaram a 35km pela ladeiras da Floresta da Tijuca. Peguei sol, chuva e até vento, mas nenhum com aquela velocidade que encontramos na Serra do Rio do Rastro, que parecia que estávamos correndo em uma esteira, pois era difícil sair do lugar.

Em algum trecho da Mizuno Uphill Marathon

 

 
No último trecho, após chegar ao planalto da Serra, a ventania era tamanha que estava quase impossível tentar correr na pista. A cada rajada, eu era jogado para o acostamento.  Ao cruzar a linha de chegada, com o triatleta Kadu Costa ao meu lado, o banner do pórtico arrebentou, produzindo um estrondo assustador. A força do vento era tamanha que quase atropelei uma das moças que entregava as medalhas.

Após terminar minha oitava maratona, encontrei Bernardo  sorrindo. Elogiei a “contratação” do ciclone para animar os quilômetros finais da prova. Disse a ele que encarar a Uphill “uma vez era loucura, duas vezes era algo insano e uma terceira vez era um caso de internação. Mas que ele reservasse uma camisa de força para mim na edição do ano que vem”.

Com o parceiro de subida Kadu Costa nos últimos metros da Mizuno Upill Marathon
Com o parceiro Cadu Costa

 

Esse tempero dos últimos quilômetros brindou uma prova em consegui fazer tudo o que tinha planejado: chegar até a subida da  Serra melhor que no ano passado, andar menos na subida e não entrar na ambulância. O resultado foi que baixei em 30 minutos meu tempo em relação à 2013, fechando os 42km em 5h10m.

O único porém da Uphill foi o lixo produzido pela prova. Com uma hidratação bem planejada, os corredores foram deixando um rastro de copos plásticos espalhados pela estrada por causa da falta de latas de lixo. Só em um ponto, quase no alto da Serra, vi um grupo do staff recolhendo copos.

O momento do estouro do banner da linha de chegada da Mizuno Uphill Marathon
Dois momentos da chegada: Com o banner inteiro e ele sendo arrebentado pelo forte vento

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