Pódios de Mirlene Picin garantirão cirurgias oftalmológicas com caráter social

A corredora de montanha, esquiadora e da seleção brasileira de biathlon Mirlene Picin (Mika) tem uma motivação a mais para subir ao pódio a partir de outubro. Toda vez que chegar em primeiro ou segundo lugares, ela vai garantir uma cirurgia oftalmológica de caráter social para pessoas portadoras de ceratocone, doença ocular que provoca a mudança da forma da córnea, com afinamento progressivo de sua parte central, podendo levar à cegueira, oferecida pelo Centro de Microcirurgia Ocular, de Mogi Mirim (SP). O ceratocone acomete aproximadamente uma em cada 3 mil pessoas.

“Esse meu problema de visão dificultou muito minhas atividades como atleta. Ultimamente tem sido um pouco mais complicado. Poder ajudar outras pessoas na mesma situação e chamar a atenção para essa causa através dessa parceria com os oftalmologistas Flavio Hoffmann e Rodrigo Rodrigo Albejante Hoffmann será muito gratificante”, afirma Mika, que desde 2012 faz tratamento de sua ceratocone. “Há muita gente na mesma situação que a minha, não podendo cobrir os gastos deste procedimento. Essa será uma ação inovadora no país especifico para o ceratocone. Quanto mais a gente falar do problema, mas gente toma conhecimento e procura o tratamento precocemente. Informação é muito importante.”

Mika com o doutor Rodrigo Albejante Hoffmann
Mika com o doutor Rodrigo Albejante Hoffmann

A dinâmica desse novo projeto é o mesmo que Mika já participa no Podium Verde Visafértil, com plantação de mudas de árvores. Agora, a cada pódio, o Centro de Microcirurgia Ocular oferecerá uma cirurgia de crosslinking, que consiste na aplicação de gotas de solução de riboflavina na córnea que são ativadas por luz ultravioleta.  O objetivo do tratamento é diminuir a progressão do ceratocone e prevenir uma maior deterioração da visão, retardando a necessidade do transplante de córnea por exemplo. Para esses casos, haverá desconto de 50% dos honorários. Essa cirurgia não é coberta atualmente por nenhum plano de saúde e, na rede SUS, ainda apresenta atendimento insuficiente para a demanda dos casos. Ela é oferecida gratuitamente ou com custo reduzido somente nos centros universitários ligados à pesquisa, deixando o acesso a população bem limitado.

“O Centro de Microcirurgia Ocular cuida do caso da atleta Mirlene Picin desde o final de 2012, monitorando a evolução de seu diagnóstico e cuidando da adaptação de lentes de contato especiais à paciente da melhor maneira possível. Anteriormente ao ceratocone, ela possuía alto astigmatismo combinado a uma córnea irregular. Essa condição gerava a paciente muita dificuldade em desempenhar o tiro esportivo do biathlon”, afirma Roffamnn. “A progressão da doença não aguarda muitas vezes as possibilidades de seu custeio, deixando passar o momento adequado para seu tratamento.

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Desde 2015, uma atenção maior tem sido dada ao caso da atleta. Novos exames realizados na semana passada, mostraram uma progressão do caso, enquadrando a paciente hoje com ceratocone incipiente. Mika passou recentemente por novos ajustes de suas lentes de contato especiais esclerais de última geração.

 

 

 

O Podium Verde nasceu em 2015, em uma parceria de Mika com Ulisses Girardi, presidente da Visáfertil, que já trabalhava questões ambientais e de reflorestamento há mais de 20 anos. Além das questões ambientais, Ulisses mantém outras formas de apoio humanitário a comunidade.  Naquele ano foram plantadas 380 árvores pelos resultados da atleta. Em 2016 foram 290, e, neste ano, serão 295 mudas plantadas no final do ano. Tanto para o projeto de reflorestamento quanto para o da Cirurgia Social, não há uma meta quantitativa. O objetivo da atleta é competir em alto rendimento e os pódios que geram frutos para os projetos vão acontecendo naturalmente conforme o seu calendário de competições nacionais e internacionais.

O cadastro de pacientes que tenham interesse na cirurgia será feito por inbox na página do Facebook projeto Podium Verde Visafertil.

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