Em final dramático na Maratona de Dallas, corredora, em colapso, recebe ajuda de outra atleta para vencer

Ao chegar na tenda de atendimento da Maratona de Dallas, no último domingo (10/12), Chandler Self pergunta aos médicos: “Venci?” A resposta foi positiva. O motivo da dúvida da americana de 32 anos foram os seus últimos 200 metros dos 42,195km. A psiquiatra liderava a prova quando entrou em colapso e, cambaleante, cruzou a linha de chegada, em 2h53m57s, com a ajuda da estudante Ariana Luterman, de 17 anos, que desde o Km 38 corria a última parte do seu revezamento.
“Ela (Chandler) estava um pouco desorientada. De jeito nenhum eu ia continuar correndo e deixá-la lá. A única coisa que eu poderia fazer era ajudá-la”, disse Ariana, aluna da Greenhill School, da cidade de Addison, no Texas, ao “The Dallas Morning News”. “Nos últimos 20 metros, ela estava muito fraca e eu estava muito preocupada dela não conseguir terminar. Então, eu a peguei com todas as minhas forças. Quando chegamos na linha de chegada, eu a empurrei para que ela fosse a única a  cruzar a linha de chegada”.
Assim que Chandler se agarrou à fita da linha de chegada, que tinha em uma de suas  pontas a também americana Shalane Flanagan, atleta olímpica e campeã da última edição da Maratona de Nova York, os médicos a colocaram em uma cadeira de rodas e a levaram para ser atendida na tenda. Os responsáveis pela corrida ficaram na dúvida se ela seria anunciada como campeão, pois havia recebido ajuda de outro corredor. No entanto, depois de revisar os resultados com outros dirigentes, o diretor executivo da Maratona de Dallas, Marcus Grunewald, confirmou a vitória de Chandler. Pela avaliação do grupo, a distância entre ela e a segunda colocada, a também americana Caitlin Keen, era de mais de 2 minutos, tempo suficiente para Chandler vencer sem a ajuda de Ariana. A vice-campeão fechou a prova em 2h56m38s.
Shalane Flanagan (à esquerda), campeã da Maratona de Nova York, observa Chandler Self cruzar a linha de chegada da Maratona de Dallas com a ajuda de Ariana Luterman. Foto de Nathan Hunsinger/The Dallas Morning News
Shalane Flanagan (à esquerda), campeã da Maratona de Nova York, observa Chandler Self cruzar a linha de chegada da Maratona de Dallas com a ajuda de Ariana Luterman. Foto de Nathan Hunsinger/The Dallas Morning News
“Eu dizia para mim: ‘A mente é mais importante. Vamos, pernas “, contou Self, que nasceu no Texas mas agora mora em Nova York, ao “The Dallas Morning News”. “Eu sou psiquiatra. Eu sei que o cérebro é muito poderoso. Eu sei que podemos fazer qualquer coisa se colocarmos um objetivo em nossas mentes”.
Segundo a campeã, os primeiros sinais que sua prova seria de superação extrema aconteceram nos 3 últimos quilômetros:
“As minhas pernas começaram a falhar no Km 39 e, no Km 41, ficou pior. Creio que comecei a delirar no final, pois não sabia o que estava acontecendo”.
No masculino, a vitória foi do americano Keith Pierce, com 2h27m16s, seguido por Bruno Morlan, com 2h28m19s, e Brent Woodle, com 2h31m45s.

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