Corredora sofre mal súbito e morre em corrida noturna em Cuiabá

A advogada Taíse Bertoncello, de 24 anos, morreu após sofrer um mal súbito durante Cuiabá Night Run, na noite do último sábado (17), em Cuiabá. Segundo testemunhas, ela caiu faltando 2km para completar os 7km da prova, realizada nas proximidades do Parque das Águas. Mesmo sendo socorrida por uma ambulância, a jovem, que trabalhava na Prefeitura de Cuiabá, não resistiu. A suspeita é que a advogada tenha sofrido uma parada cardíaca, e o laudo preliminar apontou a causa da morte como indeterminada.  Taise foi enterrada na manhã de ontem (19) no cemitério da cidade de Juara, a 690 km de Cuiabá, onde sua a família mora.

“Ela não tinha nenhum problema aparente. Sempre praticou esporte, gostava de correr”, afirmou a irmã Denise Bertoncello, que largou ao lado de Taíse.

“Ela aumentou muito a velocidade na reta final, caiu e bateu a cabeça no chão”, disse um corredor que presenciou o momento em que Taíse passou mal. O calor, por volta dos 33 graus Celsius, pode ter afetado sua saúde.

Segundo este atleta, uma ambulância contratada pela organização fez o atendimento instantes depois.

“Pelos comentários, ela teve uma parada cardíaca dentro da ambulância e tentaram reanimá-la com massagem cardíaca e outros procedimentos. Em seguida, ela foi levada para uma UPA nas proximidade, mas chegou morta”, disse o corredor, que também é advogado. “Ela se dedicava às corridas e fazia treinamentos regulares – além de jogar em um time de futebol da OAB-MT”.

Valdecarlos Santos, organizador da prova, disse que todos os procedimentos necessários foram providenciados.

“Ela foi prontamente atendida pela equipe de socorro, encaminhada à UPA, mas já chegou sem vida. Lamentamos profundamente o ocorrido”, disse. “A morte súbita é fatalidade que pode ocorrer a qualquer tempo e local. Nos colocamos à disposição da família em solidariedade. Que Deus conforte a família”.

Diante da morte de Taise, o Conselho Regional de Educação Física da 17ª Região do Estado de Mato Grosso (CREF17MT) decidiu instaurar uma comissão para acompanhar e investigar o fato.

“Não podemos ficar inertes diante da morte dessa jovem, pois sabemos que tem muita gente praticando exercícios e participando dessas inúmeras corridas de rua aqui em Cuiabá e em outras cidades do Estado sem orientação ou com orientação inadequada por falsos profissionais, os conhecidos piratas, por isso estamos instaurando essa comissão para apurar o que realmente aconteceu com ela”, afirmou o presidente do CREF17/MT, Carlos Alberto Eilert.

Após a instauração da comissão, os membros terão um prazo de 30 dias para apresentar o resultado. “Eles irão buscar informações sobre o que aconteceu, conversar com familiares da jovem, bem como interrogar os responsáveis pela corrida, além de ouvir qualquer outra pessoa que considerar útil para a investigação”, comentou Eilert, que apresentará as conclusões do relatório ao CREF17/MT, à sociedade e autoridades mato-grossenses.

O laudo preliminar da morte de Taíse não apontou a causa da morte. Ele aponta “causa indeterminada” como motivo para o óbito da advogada. O laudo definitivo fica pronto em até 30 dias.

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