Respeito, civilidade, harmonia e paz nas áreas de lazer do Rio de Janeiro, por Claudio Gil Araújo

Amigos, familiares, colegas, clientes e exercitantes em geral. Provavelmente todos vocês sabem o quanto amo, pratico, valorizo, incentivo, oriento e curto exercício físico e esportes em geral. Aprecio muito as iniciativas que estimulam a prática regular do exercício e, claro, isso inclui as pedaladas de rua e/ou estrada. Também é sabido como apoio integralmente todas as políticas, regras e orientações para um ciclismo seguro, coibindo a violência e o desrespeito dos motoristas e dos pedestres para com os ciclistas. Todavia, tive um grande dissabor essa manhã (21/4).

Após uma semana na altitude do Chile, fui correr uns 5km em um treino leve regenerativo na ÁREA DE LAZER (pista fechada ao trânsito de veículos e bicicletas com exceção de crianças até 8 anos de idade) da orla de Ipanema e Leblon, me vi literalmente cercado por um grupo de adultos ciclistas todo paramentados e com bikes de alguns milhares de dólares, que pedalavam algo entre 20 a 30 km/h em um local cheio de idosos e crianças. Um deles cruzou na minha frente e, se eu não tivesse parado, teria sido atropelado. Gritei para eles: “ciclovia”.

E logo a seguir, já vieram outras pessoas pedalando na mesma área de lazer. Quando reclamei e apontei a ciclovia, uma moça me respondeu: “se essa galera do ciclismo pode, eu também posso”. Para minha decepção ainda maior, alguns minutos após reiniciar a corrida passou outro grupo de ciclistas em condições similares e assim se seguiu, com o ápice ocorrendo quando repeti o bordão “ciclovia” para um louro de uns 30 anos pedalando sozinho em um bike top e ele me respondeu: “vai se foder e correr, velho brocha”.

Placa instalada na Avenida Viera Souto, em Ipanema. Outras como essa estão espalhadas pela orla carioca
Placa instalada na Avenida Viera Souto, em Ipanema. Outras como essa estão espalhadas pela orla carioca

Não sei se esse adulto jovem e debiloide urbano (afinal eu estava correndo em uma das áreas de maior renda per capita e nível econômico do país) seria capaz de me acompanhar em uma meia maratona, mas isso é o que menos importa. O fato é que tive de interromper minha corrida por questões de segurança. Não que eu estivesse com medo dos bandidos, mas sim de alguns pseudociclistas. Entendo que isso é completamente inaceitável e obviamente não reflete o pensamento e a atitude da quase totalidade dos exercitantes sérios (incluindo os ciclistas). Eles são normalmente pessoas do bem e que valorizam o respeito ao próximo, as regras e leis e ao meio ambiente.

Peço a todos que lerem esse post para que repliquem entre seus pares e contatos. Vamos juntos trabalhar para que o exercício seja seguro e correto. Afinal, será que os problemas de conduta do Brasil estão só nos políticos?

Dr. Claudio Gil Araújo, professor visitante sênior de Cardiologia – Instituto do Coração Edson Saad – UFRJ/CLINIMEX – Clínica de Medicina do Exercício

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