Mirlene Picin garante mais 15 mudas com terceiro lugar na II Traschinepro Trail 21km

Com 2h37m46s, a brasileira Mirlene Mika Picin foi a terceira colocada na segunda edição da Traschinepro Trail 21km, no povoado de Caldearenas, em Huesca, na região de Aragon, no norte da Espanha, com a participação de 300 corredores. A prova teve um acumulo de 1.100m de ascensão, com o ponto mais alto do percurso, com 100% de terreno composto por trilhas técnicas, a 1.570m de altitude.

A campeã foi Yolanda Martín, com 2h18m29s, da equipe nacional espanhola de corrida de montanha, que representará o país no campeonato europeu da modalidade, que acontece em primeiro de julho na Macedônia, seguida pela compatriota Marta Vidal, com 2h20m07s. No masculino, a vitória foi do espanhol Juan Antonio Algueta, com 1h53m55s; com os compatriotas Kiko Navarro, com 1h56m55s, em segundo, e Juan Carlos Apilluelo, com  1h57m11s, em terceiro.

Mika passa por uma das trilhas da Traschinepro Trail 21km, na Espanha. Ferrer/Divulgação
Mika passa por uma das trilhas da Traschinepro Trail 21km, na Espanha. Ferrer/Divulgação

Com a terceira colocação, são somadas mais 15 mudas ao projeto de reflorestamento mantido pela Visafértil Fertilizantes Orgânicos, empresa patrocinadora de Mika. Desde março, quando iniciou seu calendário de provas de corrida de montanha, a brasileira participou de oito competições (cinco no Brasil e três na Espanha), subindo ao pódio em sete delas, o que já garantiu 150 mudas que serão plantadas no final do ano.

“Estou bem satisfeita com os resultados até o momento, pois não esperava ter resultados assim agora no inicio. Correr aqui na Espanha é muito diferente para mim. As provas são realizadas em regiões de alta montanha, com muita altimetria acumulada e terrenos extremamente técnicos, o que é bem difícil.  Um perfil de prova completamente diferente do que estamos acostumados a ter no Brasil”, afirma Mika. “E o nível competitivo é muito maior. Atletas bem familiarizadas com o relevo da região, especialistas na modalidade, com uma condição física e técnica muito aprimoradas para se correr em terrenos assim. Vim aqui para aprender e me desenvolver nessa modalidade”.

Mirlene Picin segue em período de treinamentos na Espanha, com provas previstas para  julho e agosto.

O pódio feminino da Traschinepro Trail 21km: a campeã Yolanda Martín (centro), Marta Vidal (à esquerda), e Mika. Foto de Ramon Ferrer/Divulgação
O pódio feminino da Traschinepro Trail 21km: a campeã Yolanda Martín (centro), Marta Vidal (à esquerda), e Mika. Foto de Ramon Ferrer/Divulgação

Para cada pódio conseguido, árvores são plantadas. Esse é projeto da atleta Mirlene Picin em Parceria com a Visafértil Fertilizantes Orgânicos.

Corredora de montanha, de esqui cross-country e atleta do biathlon de inverno (junção do esqui cross-country e tiro ao alvo com rifle 22), Mirlene idealizou o projeto chamado Podium Verde Visafértiluma inciativa em parceria com a empresa de fertilizantes orgânicos .

“A ideia de plantar árvores surgiu pelos esportes que pratico, pois tanto o esqui quanto a corrida de montanha acontecem em meio à natureza e dependem dela’’, diz Mirlene.

A conta é simples: a cada pódio, uma quantidade de árvores é plantada: 25 mudas para o primeiro lugar, 20 para o segundo, 15 para o terceiro… 5 mudas para a quinta colocação.

“O projeto tem mostrado que o esporte pode ajudar o meio ambiente. É uma forma de despertar a consciência ambiental através do plantio de mudas nativas associadas ao sucesso e imagem da atleta”, diz o empresário Ulisses Girardi, da Visafértil.

As mudas sempre são plantadas no fim do ano, considerada a melhor época para o plantio, em um trabalho de reflorestamento em Mogi Mirim (SP), onde a atleta nasceu e é sede da Visafértil, e também em Benedito Novo (SC), cidade natal de Girardi.

Dividindo-se entre a temporada de inverno na Europa para competir, o Brasil, e onde mais houver provas de corrida, Mirlene é hoje bicampeã sul-americana de esqui cross country (2015 e 2017). Em 2015 foi a primeira vez que o evento foi realizado, e em 2016 foi cancelado por falta de neve.

Na neve, além deste último título, ela defendeu o Brasil em cinco mundiais da modalidade (Liberec, em 2009, Oslo, em 2011, Val di Fiemme, em 2013, Falun, em 2015, e Lahti, em 2017). Em 2010 e 2011 foi eleita, pelo Comitê Olímpico Brasileiro, a melhor atleta de Desporto na Neve. Já no biathlon , são 26 medalhas conquistadas em edições de campeonatos sul-americanos entre 2009 e 2017.

Longe do frio, Mirlene venceu a Miizuno Uphill 2013, a primeira maratona de subida do país, e ficou em segundo lugar em 2014. Também em 2013, foi a melhor brasileira de toda a história na prova Two Oceans Cidade do Cabo 56K, na África do Sul. Competindo também na Comrades 90k no ano de 2015. Destaque nacional da corrida de montanha e figura conhecida das provas de rua.

Com tantas competições e medalhas assim, o que não deve faltar este ano são árvores para se plantar. ”Foi a maneira que encontrei de chamar a atenção para o desmatamento”, afirma Mirlene. ‘’O esporte é uma forte bandeira para carregar outras causas também’’.

Em 2015, primeiro ano do projeto, foram plantadas 380 mudas. Em 2016, foram 290, e, em 2017, 320. Este ano, já são 125 mudas garantidas nas sete provas disputadas. O projeto também distribui gratuitamente sementes de Palmito Juçara nos eventos em que a atleta está presente (provas, palestras para adultos e crianças sobre motivação e treinamento e eventos esportivos variados). Até o momento, foram distribuídas 20 mil sementes.

Patrocínio: Visafértil, Fermac Cargo e Nanobr Nanotecnologia; apoio: Murilhas Comunicação e Hospital 22 de Outubro e Bonés Skiroll; parceria: Sejel – Mogi Mirim e Studio Zentro – Huesca.

 

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